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Entrevista Élcio Sodré, dublador do Shiryu de Dragão do CDZ



Tive a felicidade de entrevista exclusivamente para nosso blog um dos ícones da dublagem de animes no Brasil. Ele faz as vozes de Kakashi (Naruto), Shiryu (CDZ) entre outros. Na entrevista ele de varias coisas e mostra que não é só mais um "cabeludo" no mundo da dublagem e que tem muito a falar para os jovens otakus, espero que vocês curtam.


1 – Você tem a profissão de dublador há muitos anos, o que mudou na dublagem de quando começou pra os dias atuais?

Principalmente o progresso tecnológico e a demanda de trabalho com o aparecimento dos canais pagos. Com mais trabalho o elenco de dubladores também aumentou e a opção de vozes é maior.

2 – Você é um dos dubladores mais conhecidos dos fãs de anime por conta de ter dublado o Shiryu de Dragão em Cavaleiros do Zodíaco, por conta disso deve receber muitos convites de eventos em todo país desde o inicio desse “movimento otaku”  quais são suas impressões sobre o inicio do movimento até os dias de hoje?

Aumentou muito o número de eventos por todo o país e já tive a oportunidade de participar de muitos – este ano devo chegar no 100°. Os eventos estão cada vez mais “sofisticados” e cheios de atração. E com isso fazem aumentar o número de otakus pelo Brasil.

3 – De todos os projetos de dublagem deve ter algum que você mais gostou de fazer, qual foi esse projeto e porque ele foi tão apaixonante?

Difícil escolher um. Gosto de trabalhar e muitos poderiam ser destacados. Cavaleiros do Zodíaco, pela repercussão, talvez mereça uma menção especial.

4 – O que o Elcio Sodré gosta de ver na atual Tv Brasileira?

Não vejo muita TV. Assisto a jogos de futebol e algumas séries da Warner.

5 – A cultura no Brasil é uma área que nunca foi fácil de trabalhar independe da modalidade dela, você acha a “cultura otaku” pode se encaixar nos padrões nacionais e se tornar um símbolo de cultura jovem no nosso país?

Acho que a quantidade de amantes da cultura japonesa de uma maneira geral aumenta gradativamente. Acho que já é bem grande e já ocupa lugar de destaque entre os jovens brasileiros.

6 – Como o Élcio Sodré cidadão viu as manifestações que aconteceram no Brasil em junho de 2013? Você participou de alguma manifestação?

Não participei fisicamente, mas acompanhei e torci muito. Eu me animei no início, fiquei otimista e orgulhoso, mas acho que foi só um fogo de palha e me decepcionei com o esfriamento – esperava mais.

7 – Fazer evento de anime no país não é fácil, muita dificuldade e pouco apelo financeiro as exceções são as grandes marcas de eventos no país como Anime Friends, SANA entre outros quais dicas você daria para organizadores de eventos de anime espalhados Brasil a fora?

Sempre procuro ajudar os organizadores dos eventos  que participo, criticando construtivamente e dando sugestões. Acho que cada caso é um caso particular e não dá pra generalizar.

8 – Não podia deixar de falar de seus personagens, Naruto Shippuden começou a ser dublado agora qual a previsão de estreia na TV? Já sabe em qual canal será exibido? Referente ao Shiryu em CDZ Ômega já está acertada alguma participação sua nas dublagens?

Não tenho essas informações, os dubladores só ficam sabendo se determinado trabalho vai ser dublado quando são convocados para a gravação. Sobre o Shiryu, ainda não fui procurado.



9 – Vamos encerrar com perguntas rápidas:

Anime preferido – Cavaleiros do Zodíaco, só por causa do meu amigo Shiryu.
Filme preferido –  Acho impossível  ter um preferido, tem tantos filmes ótimos – adoro cinema.
Livro preferido – Também li vários ótimos e gosto dos romances que me despertam a vontade de saber o que tem na próxima página.  
Um ídolo – Já deu pra perceber que não gosto muito de escolher um só, em nada. Meus ídolos vão mudando conforme os momentos da minha vida.
Uma mensagens aos fãs – O que eu tenho a dizer para os fãs, é que não os considero assim, os tenho como amigos. Só posso dizer... “Muito obrigado pela consideração, pelo carinho”



Entrevista: Irlayne Silveira produtor de Tokusatsus Nacionais



Essa semana a entrevista com Irlayne Silveira, produtor de tokusatsus nacionais, ele fala um pouco sobre seu trabalho e como o Brasil vem tratando esse tipo de cultura pop japonesa desde que sucessos como Jaspion, Changeman e Ultramam passaram nas telinhas brasileiras.



1 - Como surgiu a ideia de fazer heróis nacionais?
Isso já era um sonho de criança, acho que me tornei desenhista por causa disso. Eu queria mesmo era fazer filmes, como não podia, eu fazia quadrinhos.Agora que a tecnologia democratizou bastante, posso contar minhas histórias, já parto do desenho pra ação de uma vez.

2 - Como surgiu a ideia de criar o seu primeiro personagem?
Se for no estilo tokusatsu, foi depois que fiquei influenciado por jaspion. Criei uma história própria, no universo tokusatsu. Se chamava spacecop Toku san, é o primeiro herói da saga cyberbio, é o logo da Hero factory, que é o nome do nosso grupo.


3 - Fale um pouco de como é o processo de produção de um herói nacional.
Na maioria das vezes, é no papel, você cria o herói, a armadura. Depois criamos a história pra ele. Usamos o mesmo método de Shotaro Ishinomori, criador do Kamen rider. Ele fazia vários esboços, depois criava histórias pra eles. Depois vem a parte da modelagem e finalmente , a armadura e fibra de vidro.


4 - O mercado no Brasil pra esse tipo de atividade existe?
Inexistente, estamos lutando pra existir um mercado.


5 - As produções japonesas chegaram com força na extinta TV Manchete, mais recentemente a RedeTv exibiu algo do gênero, e agora será que é o fim? Você acha que ainda tem mais por vim?
O que vier, será lançado em Dvd/blue ray, ou canal fechado, esporadicamente, creio eu. Mas espero que isso mude, o tokusatsu é pouco explorado atualmente, mas dá resultado, é só investir. Olha, acho muito difícil ter um novo Boom do tokusatsu, paramos em power rangers.


6 - Quais as maiores referencias desse gênero no Japão?
Ultraman, domestre do tokusatsu, Eiji Tsuburaya, e Kamen rider, de Shotaro Ishinomori.


7 - Quem quiser participar vocês aceitam novos membros na equipe de vocês?
Sim, os interessados devem ter mais de 18, e disposição pra gravar de armadura nos domingos a tarde, mesmo com sol escaldante.

8 - Quais os próximos projetos de vocês?
Continuar a saga do Robo de resgate XD , recomeçar o Cyberbio, e tem mais projetos, como O Axel Fighter Mx, e um novo Justice Kamen.

Entrevista com Wellington França do site Cosplay Brasil



Dessa vez a entrevista é com o coordenador do site Cosplay Brasil, Wellington França, que vai falar um pouco do trabalho deles e do movimento cosplay no Brasil, espero que gostem. 

1 – Wellington fale um pouco mais de você pra quem não te conhece.
Meu nome é Welington, resido em São Paulo e sou coordenador geral do site Cosplay Brasil. Também sou cosplayer, descobri o hobby em 2001 e de lá pra cá já participei de diversos eventos, fiz alguns cosplays e passei a  me especializar na coberturas das convenções.

2 – O site Cosplay Brasil, conte-nos um pouco mais sobre como surgiu.
A história do Cosplay Brasil se confunde com a própria história do cosplay no país. Ele surgiu com os primeiros cosplayers brasileiros, através do de um fórum dedicado ao cosplay no Brasil, chamado na época de “Arquivo Cosplay Brasil”. A comunidade cresceu e se tornou a maior do Brasil, reunindo não apenas cosplayers mais fãs desse hobby e organizadores de eventos. Ao longo dos anos o Cosplay Brasil cresceu além da comunidade, formando uma equipe especializada em coberturas de eventos de anime.

3 – O site CB-Cosplay Brasil, acompanhou o surgindo de alguns dos grandes eventos de anime do país e o surgimento de grandes cosplayers. Fale um pouco dos bastidores desses surgimentos.
Os eventos de anime tem crescido de forma significativa na última década,  e com isso o número de cosplayers também cresceu. Atualmente temos eventos regulares nas cinco regiões do país e milhares de cosplayers pelo Brasil todo. Eventos que trazem artistas internacionais, competições mundiais de cosplay e cosplayers consagrados fazem parte de uma realidade que era inimaginável alguns anos atrás. A internet certamente foi um divisor de águas em relação a como os grupos de fãs se reuniam, trocavam informação e conteúdo e principalmente praticavam seus hobbies,  pois formar comunidades, divulgar informações e organizar-se para celebrar a cultura dos animes e do cosplay se tornou muito mais fácil através da internet e isso contribuiu para o crescimento dos eventos e competições aqui no país.

4 – Muitos concursos cosplay acontecem no Brasil, entre circuitos regionais, estaduais, metropolitanos e até mesmo nacional. Do ponto de visto de visibilidade nacional e de importância nacional quais são os principais em sua opinião?
Os principais concursos no Brasil são o World Cosplay Summit, e o Yamato Cosplay Cup. O WCS é uma competição mundial que existe desde 2003, e o Brasil já participa desde 2006, conquistando de lá pra cá três títulos. O WCS permitiu que o mundo conhecesse a qualidade e técnica dos cosplayers brasileiros, essa é sua grande contribuição. O YCC é uma das competições de cosplay mais tradicionais e é uma das principais da América do Sul, revelando todos os anos o que há de melhor no cosplay latino-americano. Além delas há outras competições que vem crescendo a cada ano e ganhando cada vez mais importância no cenário cosplay, como a Cruzada Cosplay Brasil.


5 – Você esteve na final do CCB-Cruzada Cosplay Brasil 2013 onde Andre Mattos do Rio de Janeiro foi o campeão. Concordou com o resultado ou você acha que outro merecia o titulo?
Eu achei o resultado justíssimo. Pra mim o André encarnou com perfeição o personagem. As mesmas expressões, a mesma postura, ele conseguiu transmitir ao público toda a magia que o filme possui, foi uma vitória mais do que merecida.

6 – Fora a CB quais outras mídias ligadas a cultura otaku que você acompanha? Tem algum anime preferido?
Sou muito fã de tokusatsu, primeiro porque eles fizeram parte da minha infância, e até hoje eu acompanho novas séries. Costumo acompanhar sites e fóruns especializados nesse tema. Também acompanho diversos animes, e posso citar dois entre meus favoritos: Cowboy Bebop e Twelve Kingdoms, que são verdadeiras obras de arte.

7 – O cosplay cresceu muito nos últimos anos, será que vamos chegar ao nível de profissionalizar esse hobby? Qual expectativa você tem para o futuro do cosplay no Brasil?
O Brasil já possui um certo nível de profissionalização do cosplay. Há cosplayers atualmente que já participam de diversos trabalhos com cosplay para empresas, divulgando produtos e serviços. Também há profissionais que se especializaram na confecção de produtos voltados ao cosplay. Essa profissionalização do cosplay não se compara no entanto ao mercado japonês, que possui uma verdadeira indústria do cosplay, com empresas, produtos e lojas dedicados ao hobby, no entanto eles são um caso único no mundo porque o cosplay está intimamente ligado à sua cultura pop.

8 – Qual expectativa você tem para o futuro da cultura otaku no Brasil?

Acredito que essa cultura vai crescer ainda mais nos próximos anos, e teremos diversas gerações de fãs de anime e cosplay, o que vai fazer os eventos também se especializarem em determinados públicos. Teremos eventos multitemáticos, como é a tendência hoje, mas também prevejo eventos nostálgicos, que reúnem atrações e atividades para aqueles fãs que surgiram nas primeiras convenções de anime no Brasil.


Quer conhecer o site cosplay Brasil?

www.cosplaybr.com

Entrevista: Thel Menezes Jurada do CCB - Cruzada Cosplay Brasil



Thel Menezes é designer e produtora de Moda, pós-graduada na área, cosplayer há 10 anos e jurada do CCB. Em seu currículo, possui alguns títulos e participações em competições de cosplay, como o WCS e Cosplay Idol. É a entrevistada da vez, foi pela terceira vez seguida jurada da final do CCB e vai falar um pouco sobre o que pensa sobre diversos assuntos em especial cosplay e eventos de anime.

1 – Thel, você já participo de alguns concursos Brasil a fora na qualidade de cosplayer o que você viu que gostou e o que viu que não gosto? 

A maioria dos concursos que participei, foram dentro de eventos mesmo. Exceto por uma seletiva do WCS que aconteceu em um teatro e foi exclusiva para isso, o que foi muito bacana. Tivemos um tratamento bastante diferenciado e foi muito divertido. 
A maioria das críticas que temos, é por falta de uma estrutura que consiga nos amparar quando estamos competindo, como camarins adequados, por exemplo. 
Geralmente em seletivas importantes e finais como o CCB, encontra-se bastante essa preocupação. Minha crítica vai para eventos padrão, dos quais vários cosplayers tem que brigar por um espelho, as vezes, dentro de um banheiro pequeno e sujo. Ou aqueles eventos que cobram muito cara a entrada, não dando qualquer desconto ou vantagem para o cosplayer. Sendo que ele acaba sendo uma atração do evento, que nem é remunerada para isso. 

2 – Qual o cosplay que você mais gostou de fazer e qual cosplay você não fez mais tem muita vontade de fazer? 

Pergunta difícil, porque gosto de todos eles, rs. Mas um dos que mais me diverti foi o Syaoran de Sakura Card Captors e a Aerith de Final Fantasy VII. Tem vários que não consegui fazer, mas um dos meus sonhos de consumo é a Marine de Guerreiras Mágicas de Rayearth. 

3 – Tem alguma coisa no mundo cosplay que te incomoda?

Como em todo lugar, tem coisas que você admira e coisas que você se incomoda muito. O que mais me incomoda é ver a maioria dos cosplayers levando a competição à sério demais, a ponto do ego falar mais alto. As vezes é meio triste ver ou vivenciar isso, pois no fundo o que importa de verdade é fazer um bom trabalho e divertir o público.
  
4 – Você foi jurada no CCB 2011, 2012 e 2013 ou seja avaliou pessoas que vieram de longe capricharam no cosplay se prepararam muito pra que em 3 minutos fossem avaliadas, você também é cosplayer e sabe muito bem dessa dificuldade, como é estar do outro lado julgando esses cosplayers? 

Uma experiência muito difícil. Teoricamente eu estou numa zona de conforto, mas por saber toda a dificuldade que cada um teve para chegar ali, separar a razão da emoção é uma tarefa homérica. 
Eu tento ser o mais imparcial possível, pois preciso ser na hora de analisar os detalhes e eu sou bastante crítica. Porém, criatividade é algo que me tira do sério. Quando alguém faz uma apresentação que me arrepia, certeza que a nota vai ser boa em algum requisito do julgamento. 

5 -  Final de um concurso nacional cosplay no interior. Esse é o CCB a 5 anos dos quais fez parte de 3 anos dessa história quais impressões você teve e o que previsão você faz pro futuro do concurso? 

Eu gosto muito do CCB, porque enxergo nele os primórdios dos eventos que eu ia, de quando comecei. É divertido, você ver o público curtindo e maravilhado com tudo o que é apresentado. É muito lindo ver essas reações, porque você estimula a fantasia/ imaginação das pessoas e quando se é cosplayer, acredite, faz muita diferença ver esses olhos brilhando e a galera vibrando. 
Acho que o concurso está indo no caminho certo, a cada edição temos mais finalistas  e certamente ganhará um espaço maior em breve.

6 – Se tivesse que enumerar os 10 maiores concursos cosplay do Brasil quais seriam? 

WCS, YCC, YCW, Cosplay in RIo, Copa Cosplay, CCB, CWM. Os outras que penso são todos regionais, como o Ranking Cosplay Rio. 

7 – Você esteve em 3 edições do CCB conforme já falamos aqui 2011, 2012 e 2013 como foi os bastidores da escolha dos vencedores nessas 3 edições. 

Sempre foi muito tranquilo, os outros jurados sempre foram muito prestativos e divergentes, o que é maravilhoso, porque essas diferentes opiniões, nos faz atentar para outros detalhes que as vezes deixamos passar. E posso garantir que todos os resultados foram justos, mesmo quando houve critério de desempate. 

8 – Uma mensagem a cosplayers e organizadores de evento pra fechar nossa entrevista. 

Aos cosplayers da região, que estão começando, estou muito feliz que a cada edição vemos mais adeptos do hobby, sem contar que todos vocês estão se empenhando muito no que fazem e isso me deixa muito orgulhosa, pois sendo daqui também, eu sei as dificuldades que cada um tem na hora da confecção. Todos estão de parabéns. 
Aos finalistas, voltem!!!!! 
E à organização, muito obrigada por sempre confiarem no meu trabalho. Fico muito feliz de participar desse evento e ser parte dessa estória também.



Entrevista: Banda Gaijin Sentai




1 - Como surgiu a banda? Houve muitas formações até chegar nessas dos dias de hoje?
Um Show com Akira Kushida e Hironobu Kageyama nos inspirou a unir duas paixões: O Heavy Metal que já praticávamos com os Animesongs. De lá pra cá, alguns membros saíram, novos entraram, mas as mudanças foram sempre positivas.

2 - Vocês já participaram de muitos eventos no Brasil e no exterior, qual a diferença entre os eventos aqui e os lá de fora?
O público é bem parecido. Os fãs ao redor do mundo são sempre simpáticos, alegres e divertidos. O que muda normalmente são os personagens e produções mais populares. Em Portugal, por exemplo, pouco se conhece sobre Tokusatsu.

3 - Quais bandas, músicos ou adjacentes no mundo do anime a Gaijin Sentai gosta de ouvir?
Shinichi Ishihara, Eizo Sakamoto, Ichiro Mizuki, Horie Mitsuko, dentre outros.

4 - A cultura em nosso país é muito direcionada a certos segmentos ficando de fora dos incentivos os estilos menos tradicionais, o que a banda acha disso? O que poderia ser feito pra mudar?
Não acredito que seja apenas em nosso país. Cada lugar tende a incentivar mais um tipo de manifestação cultural do que outro. Isso me parece natural. Entretanto também acredito que existe espaço pra qualquer vertente que se faça relevante. Portanto a mudança está no próprio produto cultural. As pessoas consomem o que tem vontade, não adianta tentar fazer todo mundo engolir um evento, anime ou mesmo a Gaijin Sentai. Nós trabalhamos naquilo que acreditamos, sempre buscando qualidade (em todos os sentidos), o resto é consequência.

5 - CD novo, repertório novo. Nessa nova fase o que a banda procura? Achar uma identidade entre o autoral e o cover misturado, ou gradativamente passar para o autoral?
Tentamos seguir nossos corações. O repertório é sempre montado com base naquilo que empolga a banda e os fãs. Com o novo CD estamos tendo a grata surpresa de ouvir o público pedir cada vez mais as músicas autorais, e nós estamos entrando na vibe deles (risos)

6 - Tem algum show que foi especial pra vocês? Por que ele foi tão especial?
Todo show é especial em sua singularidade. Cada momento é único. Um sorriso, um olhar de um fã. Sempre subo no palco pensando que o acontecimento que vai se desenrolar só será vivido por quem está ali naquele momento, e por mais ninguém. É realmente muito mágico.

7 - A banda tem algum posicionamento politico? Defende alguma bandeira? Ou ate mesmo alguém é filiado a algum partido politico?
Gostamos muito da frase de Ghandi: "Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo". Eu tenho algumas convicções e me esforço para segui-las. Entretanto, não espero que todos acreditem em todas essas convicções. Faço o que acredito ser o melhor para o mundo e cultivo a esperança de que cada um faça a sua parte.
Metade da banda é vegetariana. Sempre divulgamos informações relativas a essa filosofia, mas não criticamos as pessoas que tem outra visão sobre o assunto. Tentamos promover a mudança dando como exemplo nossas próprias atitudes.

8 - Muitos anos se passaram desde que formaram a banda, dá pra dizer agora que vocês já podem viver da musica? É difícil o musico viver da musica no Brasil?
Não é fácil viver de qualquer coisa em qualquer lugar. Pra ter retorno de qualquer trabalho honesto é preciso muita dedicação, garra e esperança.

9 - Pra quem quer montar uma banda de J-Music no Brasil, qual conselho a Gaijin Sentai poderia dar para que eles tenham sucesso?
Lutem sempre pelos seus sonhos, mas nunca esperem que um anjo vá chegar do céu em uma nave intergaláctica e vai trazer um contrato de uma gravadora, inscrições no Youtube ou uma série de shows. Tudo depende exclusivamente dos seus atos e da sua perseverança.
E o mais importante: Divirtam-se!
  
Agora os fãs da Gaijin Sentai perguntam pra Banda. Preparem-se pras perguntas:

Loki Figueiredo Pergunta: Como foi o processo que tornou a banda a maior no gênero J-Music no Brasil?
Um anjo apareceu em uma nave intergaláctica com um contrato, inscrições no Youtube e uma série shows (risos) É realmente um processo complexo. São muitos acontecimentos, sentimentos, vitórias e derrotas. O destaque que a banda recebeu é resultado de um trabalho honesto, feito com o coração, pensado como arte, não apenas uma busca pelo sucesso e pelo retorno fácil. Quando você ouve o Cd da Gaijin Sentai, ouve uma obra e não apenas um produto. Acho que as pessoas percebem a diferença. O castelo vai se construído sobre um alicerce bem estruturado.
 Rafael Mayuri Pergunta: Qual foi a maior dificuldade da banda no começo em questão de repertório e gostos diferentes, quem liderou isso na banda?
Isso nunca foi realmente um problema. As conversas nesse sentido sempre foram agradáveis e tranquilas. Todos opinam e argumentam. No fim, quem decide é o bom senso.
 Victor Antonio Pergunta: Tem alguma banda inglesa ou Americana, fora do eixo J-Music, que inspira vocês?
Fomos muito inspirados desde a infância por muitas bandas americanas (do norte, do sul e central) e europeias. Fica impossível citar todas, mas as mais marcantes são: Blind Guardian, Helloween, Angra, Sepultura, Rush, Queen, Jethro Tull, Dream Theater, etc.
 Yago Baleiro Pergunta: Quais são os animes preferidos de cada um da banda?
Nordan: Cowboy Bebop
Alexandre: Akira
Jefferson: Death Note
Dani: Princesa Mononoke
Arilson: Cavaleiros do Zodíaco
Kleber: A Viagem de Chihiro

 LKZ Barbiere Pergunta:  Da onde veio a ideia do nome da banda e do visual de vocês?
Quando estávamos desenvolvendo o projeto, Alexandre e Eu morávamos em cidades diferentes. Eu queria usar a palavra “Sentai” (Esquadrão) por conta da influência que as séries de Super Sentai tiveram na criação da banda. Já meu irmão tinha o desejo de usar a expressão “Gaijin” (estrangeiro), por ser um pouco controverso, e por não ter nenhum membro na banda com descendência nipônica. Foi bacana quando percebemos que as duas palavras funcionavam muito bem juntas.Nosso visual é uma síntese de várias séries e animes que gostamos. As principais influências são a franquia Kamen Rider e a ideia das cores vem dos Super Sentai.

Entrevista - Anisio Mello Junior cantor oficial de Dragon Ball Z


Bom quem foi ao evento Anime Fest Fan 2013 pode ver o talk show de Anisio Mello Junior, que também fez uma participação especial no show da Kaminari. Pra quem foi e pra quem não foi fiz uma entrevista com o cantor pra falar um pouquinho de tudo. Pra quem não conhece o Anisio é o cantor oficial da abertura de Dragon Ball Z na saga do Majinboo. Podem curtir logo abaixo.

1 – Anísio, fale-nos um pouco sobre os seus trabalhos, principalmente na área dos animes.
Sou músico desde 1981. Toco contrabaixo, canto, componho e produzo. Toquei e produzi em shows de artistas como: Dinho Nascimento, Johnny Rivers, Carlos Daffé, Fernando Deluqui, Nico Assumpção, Armandinho Macedo, John Patitucci e Raízes Caboclas. Em 1995, fui convidado pela empresa de dublagem Alamo para ser seu diretor musical, no lugar do Maestro Caetano Zama, músico que participou do show de lançamento mundial da Bossa Nova no Carneggie Hall, em Nova York. Imagine a responsabilidade, fiquei muito feliz e honrado pela oportunidade! Fiz mais de 600 versões para TV, cinema e Home Video, entre elas: O Fantástico Mundo de Bob, Doug, Bob Esponja, Os Anjinhos, Mr. Bumpy é Demais, Duddley o Dragão, Bambam e Pedrita, Kirikou e a Feiticeira, Todos Os Cães Merecem o Céu, Toyland, Hey Arnold, Megaman e Dragon Ball Z.

2 – O mercado dos animes mudou muito nos últimos anos; a TV era o único acesso; o público conhecia apenas as versões dubladas e a internet tornou as versões originais  mais acessíveis. Como você viu essa mudança?
A internet democratizou o acesso, em larga escala, de uma variedade incrível de conteúdos. Infelizmente, nem tudo preza pela qualidade. No caso dos animes e tokusatsus, levou ao público episódios e músicas inéditas  ou não mais  veiculadas na TV brasileira. O acesso às músicas nas versões originais, em japonês, levou a um número surpreendente de fãs e músicos a cantar nos shows e eventos dessa forma. Outros hábitos culturais do oriente têm sido assimilados, nos jogos, gastronomia, vestuário e literatura.

3 – Os eventos de anime aumentaram nos últimos anos. Isso criou mais um mercado para os profissionais da área atuarem no Brasil. Como você vê isso?
Quando a economia de um país cresce, todos os segmentos da cadeia produtiva podem se desenvolver também. Na cultura e nas artes também. Participei do primeiro evento em 2003, no Anime Friends. Em 2012, fazia um show de anime a cada 2 meses. Em 2013, um ou dois a cada mês. Os convites crescem a cada dia, vindos de todas as regiões do Brasil. Exceto quando faço apresentações solo, possuo uma equipe de produção e músicos, o que gera empregos diretos a esses profissionais. Além disso, cada evento mobiliza dezenas de voluntários, prestadores de serviço, estandistas que comercializam seus produtos - roupas, miniaturas, origames, mangás, alimentos, jogos, atividades competitivas, cosplay. É um universo de muitas oportunidades de trabalho. Espero morrer velhinho fazendo isso, me divirto muito nos eventos!

4 – Você tem a oportunidade de ficar no eixo Norte e Sudeste já que mora em Manaus e possui residência em São Paulo . A mentalidade das pessoas é diferente com relação ao investimento em cultura?
Cada local tem sua realidade cultural, econômica e política, o que determina as políticas públicas e privadas de cada região. No Amazonas, temos acesso ao diálogo direto com os secretários de cultura do Município e do Estado, participando de parcerias entre a sociedade civil e os gestores públicos. Em São Paulo, atuo através do Instituto Cultural Anísio Mello, desde 2008, voltado ao desenvolvimento e à promoção de projetos de artes visuais, literatura, fotografia e música. A Orquestra Urbana Arruda Brasil, integrante do Projeto Elefantes, recebe nosso apoio, com cessão de espaço para ensaios e apresentações.

5 – Viver de música no Brasil é tarefa pra poucos, pois é um mercado muito difícil, qual a análise que o Anísio Mello Junior faz sobre esse tema?
Viver no Brasil é a tarefa de muitos, quase 200 milhões de habitantes. Alguns encontram maiores ou menores oportunidades. A música é uma profissão, como a Medicina, Engenharia e o Direito. A atitude pró-ativa e postura ética da pessoa, aliada ao talento, desenvolvimento das potencialidades, busca de oportunidades, habilidade interpessoal, comprometimento, persistência, organização, saúde, criatividade, originalidade, compreensão do mercado profissional, e -sobretudo - amor pelo que se faz, vão delinear seu caminho na profissão escolhida. Apesar de formado em Comunicações,  nunca trabalhei fora do segmento da Música e da Cultura. Viver pode ser simples ou complexo, fácil ou difícil. Parte disso é fruto de nossas escolhas. Outra parte, da ação dos governos. Outra parte, do acaso, simplesmente. Opções difíceis podem ser gratificantes, após a conquista de resultados. Sou muito feliz sendo artista e gestor cultural.

6 – Você acha que a Lei Federal de Incentivo à Cultura funciona do jeito certo?
Já dizia outro careca que "a perfeição está na busca". A ideia da lei é excelente, mas não resolve todas as questões do meio cultural. Muitas pessoas conseguem a aprovação de seu projeto para a lei, mas esbarram na dificuldade de captar recursos com as empresas. Por outro lado, acredito que ela não deveria privilegiar artistas e espetáculos de grande projeção, que já se sustentam economicamente sem incentivos. Por exemplo: será que o Cirque de Soleil, que cobra ingressos superiores a R$500,00, precisa de benefícios de uma lei de incentivo? O dinheiro que patrocina este e outros projetos vem através de uma renúncia fiscal por parte do governo. É dinheiro nosso, dos contribuintes e cidadãos. Sua aplicação deveria promover a abertura de novas oportunidades para  artistas  e projetos culturais, com real impacto sobre a cultura brasileira, universalizando o seu alcance, garantindo conteúdo artístico de qualidade para o público.

7 – Mesmo com o crescimento nos eventos de anime, o que mais se vê é evento sendo criado e um depois decretando falência. O que você acha que pode ser feito para ser mudado isso?
Certas coisas acontecem em outros setores da mesma forma. Sabia que a maioria de novas revistas lançadas não chega ao quinto exemplar? E as microempresas que fecham ou ficam inadimplentes após os dois primeiros anos de atividade? No setor de eventos é preciso muito conhecimento do negócio, da logística, do público alvo, firmar parcerias estratégicas com a iniciativa privada e as prefeituras. No caso dessas duas  últimas, mostrar o quanto a cidade que abriga um evento de anime e cultura japonesa agrega valor ao seu comércio, turismo, às atividades culturais e de lazer. Além dessa concientização, é necessário desenvolver um plano de negócios, utilizar uma comunicação efetiva com o seu público potencial, além de saber filtrar críticas e sugestões, utilizando tudo para o sucesso do seu empreendimento.

8 – Pra encerrar, quais os planos para o futuro profissional de Anísio Mello Júnior?
Meu futuro está ligado ao presente, desde o passado, simultaneamente, como se os três fossem uma coisa só. Pretendo realizar mais shows no Brasil e, se possível, no Exterior, de anime, jazz, blues e rock; Levar aos eventos de anime o Projeto Anime Voices Brasil, que integro ao lado do Che Leal(cantor original dos Cavaleiros do Zodíaco), Toninho Ghizzy(Kamen Rider Black e Flashman), Marcelo Ginnari, Ricardo Jr. e Luciane Saraiva; Gravar mais vídeos e realizar apresentações com meu amigo Lord Vinheteiro (em breve, novidades no Youtube e na minha fan page!);trabalhar para promover a arte e a cultura, através do Instituto Cultural Anísio Mello, empresas e instituições parceiras; colaborar no desenvolvimento da carreira artística dos meus clientes de coaching e dos colegas da Cooperativa de Música do Amazonas(onde sou coordenador artístico), levando-os a um novo patamar profissional; ser um cidadão consciente e participativo nos rumos do Brasil, buscando educar pela atitude e pelo exemplo, apesar das minhas limitações e falhas - que não as têm, não é mesmo?
 Gostaria de agradecer a oportunidade de falar com você e os seus leitores, contando um pouco sobre as minhas estripulias artísticas e culturais! Quem quiser um pouco mais, visite a minha página pessoal do Facebook, a fan page, a do Anime Voices Brasil e a do Instituto Cultural Anísio Mello. Grande abraço!



Entrevista - Andre Mattos Campeão do CCB 2013


Gente fina, amigos de todos, sempre disposto a ajudar aos amigos cosplayers com essas palavras podemos definir o nosso campeão do CCB 2013, Andre Mattos. Ele vem de Petrópolis e veio ao CCB pela primeira vez em 2012 ganhando a seletiva no Anime Hero em sua cidade, em 2013 ganho a vaga na seletiva online e por ser campeão já está garantido em 2014. O entrevistado de hoje de nosso blog é o cosplayer Andre Mattos que falou sobre cosplay e deu sua opnião sobre algumas coisas pode conferir na integra abaixo:

1 - Quando começo a mexer com cosplay e qual foi seu primeiro cosplay?
 Bem, comecei a fazer cosplay em dezembro de 2011 onde estava começando ( ainda muito sem detalhes e experiência) com o coringa do filme Batman o Cavaleiro das trevas.

2 - Como foi fazer o Edward na final do CCB? Da onde tirou a ideia de fazer ele?
Foi maravilhoso fazer o Edward, eu sempre achei legais os filmes do Tim Burton, e foi nesse filme que levantou o ator Johnny Deep que eu me espelhei.  O que conto aqui é simplificado, pois na verdade a história e personagem têm um pouco de todos nós, inocência, carisma e como a sociedade pode desprezar  com facilidade aqueles que são diferentes em seu jeito.





3 - Como cosplayer você participa de muitos eventos de anime no estado, o que tem visto de novo que te chama atenção?
Não participo muito, pois onde moro tem poucos eventos no ano e as vezes pessoas da minha cidade fazem caravanas pra outros eventos de fora.  Bem tenho visto coisas boas e ruins, um exemplo bom é  que vejo cada vez mais famílias juntas nos eventos e não apenas os jovens, mas sim a família em um evento se divertindo e isso me tem deixado animado. Por outro lado vejo que alguns eventos dão informações no site falando umas coisas e chega no evento  é outra, vivi isso uma vez e foi na hora de uma apresentação em grupo com colegas. Pegou muito mal.

4 - Quais animes  e games você gosta?
Gosto Street Fighter  2 Victory,  DBZ, Shurato, Golden Boy, Fullmetal Alchemist Brotherhood( para mim o melhor anime criado que trata de inúmeros assuntos de forma bem interessante) Death Note, Fullmetal Panic Fumoffu( muito engraçado) Hellsing, Berserk , samurai X, .... Esses são alguns, pois tenho vários, mas sou criterioso pode até parecer os que a maioria vê porem odeio animes de modinha. Em relação aos games eu sou uma amador dos games das antigas mesmo tendo jogos ainda do play 1, e e x Box 360. Ainda me divirto MT mais com um mega drive e o eterno Super Nintendo.



5 - O que você não gosta nos eventos de anime e no mundo cosplay?
Nos de anime não curto falta de pessoas pra dar uma resposta certa sobre o que perguntamos, e no mundo cosplay é a quantidade de cosplay metido e nariz em pé, isso me deixa muito chateado, e quando ficam rindo dos cosplays que tem seu acabamento simples e sem muitos detalhes, evento é para as pessoas se sentirem bem e não pra sair triste porque não tem cosplay cara ou algo assim.

6 -O cosplay e os eventos andam crescendo muito país a fora. O que você acha disso tudo? Qual previsão você faria para o futuro do cosplay e dos eventos do país?
Creio que eventos de anime serão como outros eventos grandes que vemos por ai, mas isso levará tempo, pois isso vai depender  de como os eventos estarão preparados pra suportar o publico coisa que é meio complicado hoje. Os cosplayers sempre irão ter espaço, uma das grandes atrações dos eventos são os cosplayers, tanto nas competições quanto para fotos, todos adoram.



7 - O Brasil tem dado atenção devida a esse tipo de cultura? O que você acha que poderia mudar?
O Brasil sabe que isso é um tipo de entretenimento  e já começou a notar a importância da cultura pois temos muitas pessoas de diferentes áreas atuando . Acho que se os eventos se dedicarem mais a ter uma ação social envolvida terá mais pessoas confiáveis e frutos tanto do governo quanto da população.

8 - O que você pensa pro próximo ano, agora que vai defender o titulo?
No momento ainda é segredo ( risos) mas já posso adiantar que provavelmente é um vilão ( adoro fazer vilões) mas isso pode mudar ainda tem um ano pela frente e muitas possibilidades.


9 - Pra encerrar, qual recado você deixa pra galera que vai começar a fazer cosplay?
Pode ser um cosplay simples ou complexo, não importa trabalhe nele com dedicação e paciência pra sair do jeito que você quer. Pesquise tecidos , materiais,  perucas, lentes tudo antes de começar, faça uma lista e veja se não esqueceu nada e o mais importante procure um cosplayer antigo  que possa ter dar dicas  sobre determinadas dificuldades que vocês encontrem. Abraço a todos.

Entrevista: Flavia Narciso dubladora da Hinata de Naruto


Dessa vez meus amigos a entrevista é com uma das mulheres mais talentosas da nova geração da dublagem, seu nome é Flavia Narciso, apesar de muitos anos de dublagem já que trabalha com isso desde criança a moça vem despontando agora para papeis de maiores repercussões principalmente entre os fãs de anime. Flavia faz a voz da Hinata, uma das personagens mais populares do anime Naruto que no Brasil foi exibido pela Caarton na Tv fechada e pelo SBT na Tv aberta. Abaixo a entrevista na integra sem edição e cortes:


1 - Todos nós conhecemos seu trabalho como Hinata, no anime Naruto, poderia nos citar outros trabalhos?

A Hinata é a personagem mais famosa mas também dublei ou ainda dublo com muito carinho essas personagens...

Animes::: Yu-Gi-Oh - Serenity Wheeler / Shaman King – Opacho/ Inuyasha – Kanna / DNA ² - Kotomi Takanashi / Love Hinna - Kaolla Sue / Cavaleiros do Zodíaco Ômega - Raki

Desenhos e Séries::: Bananas De Pijamas (desenho) - Ursinha Amy / As Aventuras de Maya - Maya / Austin & Ally - Trish


2 - O mundo da dublagem é cheio de panelas. Essa afirmação é algo comum de se escutar por muitos dubladores, o que a Flavia Narciso acha disso?

Em todas as profissões existem diferentes grupos, os festeiros, os sérios, os mais políticos... A dublagem não foge a regra, hehe.... Mas somos todos amigos e colegas, muitas vezes almoçamos juntos, saímos pra festas, dividimos nossos problemas... Trabalhamos juntos, independente de panelas!!! :)


3 - Tem algum personagem de anime que ainda não foi dublado que você gostaria muito de dublar?

Sim!!! :) É um sonho de adolescência dublar a Miaka de Fushigi Yugi (mas sei que é sonho, esse anime é do inicio da década de 90, então já perdi as esperanças, hehe)

4 - Os eventos de anime estão crescendo cada vez mais, e você já esteve em alguns como você avalia os eventos? Quais pontos positivos e negativos?
Comecei a ir em eventos de Anime em 2003, e com certeza os eventos cresceram muito!!! Em 2003 as palestras dos dubladores aconteciam em uma sala pra no máximo 50 pessoas, em 2005 me lembro de uma palestra bem lotada e depois o Oscar da Dublagem suppppeerrr mega lotado. Já faz alguns anos que eu não vou em eventos grandes, então não posso fazer uma boa avaliação... Mas ter contato com o publico é sempre um ponto positivo!!! ^^ Ponto negativo, huuummmmmmm... Não gosto muito do endeusamento dos dubladores, sou uma pessoa comum que gosta de conversar e gosta de ser respeitada como qualquer pessoa, tirando isso tá tudo positivo!!! ^~

5 - Politicamente falando, a Flavia Narciso tem algum posicionamento politico? Tem preferencias? O que faz a Flavia ir as urnas e votar em algum candidato?
Quando eu fiz 16 anos eu queria muito votar, exercer o poder de escolher quem faria a diferença, 10 anos depois infelizmente vejo o mundo politico como um bando de ladrões onde raríssimos se salvam. Tenho esperança, atualmente as passeatas e protestos tem crescidos, ainda aguardo uma mudança!!!
6 - Como você vê a relação da cultura otaku (eventos de anime) e a mídia? Você acha que esse movimento cultural vai ganhar mais espaço ou você acha que vai ser só isso aí mesmo?
Eu vejo a cultura otaku ganhando muito espaço ainda, atualmente quem não tem uma amigo otaku que te chama pra ir em um evento? te convence a ler um mangá? ou assistir um anime??? hehe... Os otakus vão conquistam o mundo todo!!! hauhauahuahau...

7 - Você faz a voz da Hinata, dá vida a personagem no Brasil. Como você vê a Hinata?
Vejo ela como uma garota tímida mas muito determinada. Só assisti a 1ª fase, e ela me emocionou e me impressionou sempre, um exemplo de como uma garota frágil pode aprender a ser forte.
8 - Quais são seus ídolos na musica, TV e cinema?
Cresci escutando Elis Regina, dela eu sou fã. Tv eu não assisto muito mas gosto de 2 séries, Big Bang Theory e Raising Hope mas assisto no computador. Cinema eu vou sempre mas não tenho nenhum diretor ou ator que eu goste muiitttooo.
9 - O que a Flavia Narciso falaria para Flavia Narciso?
A Flavia diria pra Flavia pra curtir a Vida! Conhecer mais lugares e pessoas, ser feliz e viver, afinal a vida é uma só!!!! :)

Entrevista com Tany Bicampeã do CCB (2011 e 2012)



Em entrevista com nosso blog,Tany Alvarenga atual bicampeã do CCB mostrou muita personalidade e falou de temas como redução da maioridade penal, o nivel cosplay no Brasil e como anda o tratamento de cosplayers Brasil a fora pelos eventos de anime, A nossa campeã é do tipo ame ou odeie com sua personalidade única e com uma cabeça certa do que quer, Tany vai disputar a final do CCB 2013 na condição de bicampeã tentando o tricampeonato. Para não prolongar muito pois a entrevista é grande vai aí logo abaixo a entrevista, espero que gostem:


1 - Tany, você já participo de alguns concursos nacionais cosplay e com isso pode ter contato com cosplayers, qual a visão que os cosplayers tem das competições no Brasil no hoje? Houve evoluções? O que os cosplayers esperam?


Não vou generalizar, pois haverá outros que irão pensar diferente, apenas deixarei meu ponto de vista quanto a isso. Tanto as competições e apresentações que tenho visto e participado percebo que a geração cosplay tem mudado muito. Como assim?? Então, antigamente tínhamos mais dificuldade de montar um cosplay. O tecido era sempre oxford ou cetim por ser mais barato, um arsenal que fosse; era complicado arranjar quem fizesse ou era nós mesmos fazíamos com muito suor e erros,as apresentações eram no “cuspi”, as perucas acabavam sendo aquelas de saquinho e as costureiras, meu deus! Como era complicado. Com o tempo isso foi se tornando de mais fácil acesso devido à procura da maioria com os mesmo desejos.


Nós cosplayers temos a tendência de sempre evoluir procurando ser o mais fiel possível do personagem escolhido, ou seja, o cospobre de hoje pode ser aquele megazord de amanhã. Mas claro que com isso temos as consequências boas e ruins.


Quanto às competições, percebi que antigamente as pessoas se preocupavam em ter uma boa apresentação além de um bom cosplay. Hoje em dia parece que a galera ta meio sem criatividades e capricho, cosplay´s lindos e maravilhosos ou não, com apresentações chatas. Têm sido raras as exceções.


Como disse, hoje é muito mais fácil conseguir algo como um cosplay já pronto, admiro muito aqueles que ainda restam e fazem suas próprias roupas e acessórios, pois cada personagem feito terá aquele toque que mostrará sua personalidade junto, será aquele toque que te diferenciará do restante.


Eu espero que alguns eventos se preocupem mais conosco. Seria de bom grado colocar as dimensões do palco de preferência distante dos instrumentos musicais que costumam ter, informar se terá recursos como luzes e máquina de fumaça, quando tiver disponibilizar o palco um dia antes para ensaio para melhor usufruir deste e não colocar as regras uma semana antes do evento, pelo menos coloquem as regras principais como tempo de apresentação e proibições, um lugar para guarda nossas coisas com segurança e para nós trocar de preferência com espelho e ar condicionado. Mais incentivo!! Não venham com aqueles prêmios de camisa e mangá. Uma coisa simples como medalha e troféu nós deixam bem felizes, além do que e bom ganhar prêmios que valham realmente apena, cosplay pode ser um hobby, mas custa dinheiro adoramos ser bem recompensados pelo nosso esforço e trabalho.


Não acho justo que os eventos cobrem a entrada do cosplayer que irá competir no evento, nós somos atração do evento também, no mínimo uma inscrição online já ajudaria nessa parte para controle, fez inscrição e não participo? E só cortar esse privilegio no caso ter uma lista negra, cosplayers que não se inscreverão online, teriam que pagar a entrada e não poderiam ensaiar um dia antes e nem fazer uso dos recursos adicionais do evento por exemplo. Essas coisinhas simples chamariam a atenção para novos cosplayerse e trazer de volta aqueles que estão desanimados com o nível de evento que tem aparecido. Sei que não são todos os eventos que são assim, mas fica a dica para quem quer fazer um evento ou que já faz um de pequeno médio porte. Não é o que dizem que um cliente satisfeito sempre volta? Funciona do mesmo jeito.


Procurem patrocínio, façam parcerias com outros eventos e tragam coisas novas.





2 - Você é a atual bicampã nacional do CCB-Cruzada Cosplay Brasil, você se sente campeã, acredita estar entre o top do top nacional?


Sou campeã devido ao meu esforço que me recompenso o primeiro lugar duas vezes seguida, posso esta entre os top´s ou o que seja, mas sempre fui eu mesma em todas as situações. Existem outros muitos melhores que estão por vir e que já existem, apenas estou deixando minha marca pra quem sabe me tornar referência para alguém.



3 - Ja participo de alguns eventos Brasil a fora, o que você tem visto de diferente que mais lhe agrada e o que tem visto que menos lhe agrada?


Fora do Brasil infelizmente ainda não. Mas o que vejo fora do Brasil e que o nível cosplay é totalmente diferente!


O que me agrada seria o fato da maioria dos cosplays serem muito bem feitos e cheios de detalhes, enormes, brilhantes e que te fazem pensar, Como diabos isso foi feito?


O que menos me agrada seria o fato das apresentações, acho muito parada e cheia de conversas ou a pessoa nem consegue se mexer direito no carro alegórico que está.


4 - Se você fosse listar os 10 maiores cosplayers da atualidade quem seriam eles na sua opnião?


Vamos valorizar os brasileiros, né?! São todos que na minha opnião fizeram história para o mundo cosplay,Thaís Justin e Vingard, Withico, Ariana Caiado e Bruna Perasci, Jéssica Campos, Gabriel Niemiet, Loren (Lola), Mauricio (Psy) e Mônica. Para o Espírito Santo principalmente Ariana e Bruna com suas conquistas pelo país afora e Fernanda Oliveira pelo 2° lugar no Ycc.


5 - Tem algum cosplay que ainda não fez e que deseja fazer?

Tenho muitos em mente, mas vai depender da minha vontade, tempo e dinheiro pra isso.





6 - Politicamente falando, o que a Tany acha do incentivo que o Brasil dá para eventos de anime e games?


Já é difícil conseguir alguma coisa dos políticos de cada estado, imagine a nível de Brasil. Possuímos outras culturas que todos conhecem como carnaval e futebol onde são gastos bilhões, mesmo com tudo que já conquistamos não veem o interesse de investimento para cultuar coisas novas.


7 - Você é a unica a ter participado de todas as edições do CCB, com isso pode conhecer todos os cosplayers uns mais outros menos, mais pode conhecer todos. Tendo em vista isso se você fosse listar os 10 maiores cosplayers que já passaram pelo CCB colocando em ordem quais seriam?


Infelizmente não vou lembrar de todos os nomes. Vou colocar na categoria individual, André (Andrade, o Grinch), Daniela Uchôa, Mauricio(Somenzari), Mônica ( Somenzari ), Ariana, Bruna, Felipe (kyu), Madimboo (Iury), Coringa (André Matos) e o Crash(Vinicius, vice em 2011).





8 - Você tem algum ídolo no cosplay? Qual é?


Sim, Withico e Yaya Han.





9 - Quais são seus objetivos a nível de cosplay de agora em diante?


Melhorar sempre, tentar competir mais fora e tomar vergonha na cara pra tirar foto descente dos meus cosplayes.





10 - O que você pensa da política no Brasil e se você pudesse mudar uma coisa o que seria?


Resumindo, tem tanta coisa ruim que esconde as boas vamos dizer que falta de tudo e também funciona que nem jurado cosplay, ninguém nunca esta satisfeito com nada. Se eu pudesse mudar uma coisa principalmente seria a diminuição da maioridade e pena de morte para estupradores e assassinos com exceção da autodefesa confirmada, os dois independentes da idade.